domingo, 9 de maio de 2010

Eu e a matemática

Eu e a Matemática
Eu quero muito progredir
Vou com a matemática parece evolução
O meu esforço nela preciso inserir
Para atingir a tão esperada progressão.

Aritmética ou geométrica estão a advir
Qual deve ser a melhor opção?
A geométrica, pois os termos que devo atingir
Vai fatalmente com o produto da razão
E a razão aqui é somente progredir.

E os termos que melhorarei estão na raiz dessa questão
O plano é desbloquear e multiplicar minhas potencialidades
Mais é bom lembrar que nela há a potencialização
Que elevará o expoente do meu ser para a humanidade
E somará os termos do saber para a transformação.

domingo, 25 de abril de 2010

Monteiro Lobato


Fiz um trabalho em grupo sobre a vida e obra de Monteiro Lobato e achei interessante colocar no meu blog.
José Bento Monteiro Lobato nasceu em 18 de abril de 1882, em Taubaté, no Vale do Paraíba. Estreou no mundo das Letras com pequenos contos para os jornais estudantis dos colégios Kennedy e Paulista.
No curso de Direito da Faculdade do Largo São Francisco, em São Paulo, dividiu-se entre suas principais paixões: escrever e desenhar. Colaborou em publicações dos alunos, vencendo um concurso literário, promovido em 1904 pelo Centro Acadêmico XI de Agosto.
Morou na república do Minarete, liderou o grupo de colegas que formou o Cenáculo e mandou artigos para um jornalzinho de Pindamonhangaba, que tinha como título o mesmo nome daquela moradia de estudantes.
Nessa fase de sua formação, Lobato realizou as leituras básicas e entrou em contato com a obra do filósofo alemão Nietzsche, cujo pensamento o guiaria vida afora.
Viveu um tempo como fazendeiro, foi editor de sucesso, mas foi como escritor infantil que Lobato despertou para o mundo em 1917.
Escreveu, nesse período, sua primeira história infantil, "A menina do Narizinho Arrebitado". Com capa e desenhos de Voltolino, famoso ilustrador da época, o livrinho, lançado no natal de 1920, fez o maior sucesso. Dali nasceram outros episódios, tendo sempre como personagens Dona Benta, Pedrinho, Narizinho, Tia Anastácia e, é claro, Emília, a boneca mais esperta do planeta.
Insatisfeito com as traduções de livros europeus para crianças, ele criou aventuras com figuras bem brasileiras, recuperando costumes da roça e lendas do folclore nacional. E fez mais: misturou todos eles com elementos da literatura universal, da mitologia grega, dos quadrinhos e do cinema.
No Sítio do Picapau Amarelo, Peter Pan brinca com o Gato Félix, enquanto o Saci ensina truques a Chapeuzinho Vermelho no país das maravilhas de Alice. Mas Monteiro Lobato também fez questão de transmitir conhecimento e idéias em livros que falam de história, geografia e matemática, tornando-se pioneiro na literatura paradidática - aquela em que se aprende brincando.
Trabalhando a todo vapor, Lobato teve que enfrentar uma série de obstáculos. Primeiro, foi a Revolução dos Tenentes que, em julho de 1924, paralisou as atividades da sua empresa durante dois meses, causando grande prejuízo. Seguiu-se uma inesperada seca, obrigando a um corte no fornecimento de energia. O maquinário gráfico só podia funcionar dois dias por semana.
E, numa brusca mudança na política econômica, Arthur Bernardes desvalorizou a moeda e suspendeu o redesconto de títulos pelo Banco do Brasil. A conseqüência foi um enorme rombo financeiro e muitas dívidas. Só restou uma alternativa a Lobato: pedir a autofalência, apresentada em julho de 1925. O que não significou o fim de seu ambicioso projeto editorial, pois ele já se preparava para criar outra empresa.
Assim surgiu a Companhia Editora Nacional. Sua produção incluía livros de todos os gêneros, entre eles traduções de Hans Staden e Jean de Léry, viajantes europeus que andaram pelo Brasil no século XVI. Lobato recobrou o antigo prestígio, reimprimindo na empresa sua marca inconfundível: livros bem impressos, com projetos gráficos apurados e enorme sucesso de público.
Sofreu perseguições políticas na época da ditadura, porém conseguiu exílio político em Buenos Aires. Lobato estava em liberdade, mas enfrentava uma das fases mais difíceis da sua vida. Perdeu Edgar, o filho mais velho, e presenciou o processo de liquidação das companhias que fundou e, o que foi pior, sofreu com a censura e atmosfera asfixiante da ditadura de Getúlio Vargas.
Partiu para a Argentina, após se associar à Brasiliense e editar suas Obras Completas, com mais de dez mil páginas, em trinta volumes das séries adulta e infantil. Regressou de Buenos Aires em maio de 1947 para encontrar o país às voltas com situações conflituosas do governo Dutra. Indignado, escreveu "Zé Brasil".
No livro, o velho Jeca Tatu, preguiçoso incorrigível, que Lobato depois descobriu vítima da miséria, vira um trabalhador rural sem terra. Se antes o caipira lobatiano lutava contra doenças endêmicas, agora tinha no latifúndio e na distribuição injusta da propriedade rural seu pior inimigo. Os personagens prosseguiam na luta, mas seu criador já estava cansado de tantas batalhas. Monteiro Lobato sofreu dois espasmos cerebrais e, no dia 4 de julho de 1948, virou "gás inteligente" - o modo como costumava definir a morte.Monteiro Lobato foi-se aos 66 anos de idade, deixando uma imensa obra para crianças, jovens e adultos e o exemplo de quem passou a existência sob a marca do inconformismo.
Pesquisa no site http://www.lobato.com.br/

Minhas fotos favoritas

sábado, 17 de abril de 2010

Entervista: importância da escrita

As duas pessoas da qual eu comentei no texto aceitaram ser entrevistadas, espero que gostem.

sábado, 27 de março de 2010

sábado, 13 de março de 2010

A importância da escrita em tempos de novas tecnologias da comunicação

Daniela Cássia Barbosa de Freitas
Há quatro mil anos antes a.C., nossos antepassados já sentiam a necessidade de registrar, através de desenhos rústicos, seu cotidiano, suas vidas e suas crenças. Com o passar do tempo, essa pintura rústica e os registros começaram a tomar forma de escrita.
O ser humano, seduzido pela necessidade natural de comunicação, bem como o desejo de repassar os conhecimentos às gerações seguintes, demonstrou interesse por entender e decifrar os registros primitivos. Neste cenário, tanto a escrita como a leitura despontou como uma das necessidades básicas das pessoas, e sempre esteve presente em nossas vidas como um dos fatos mais importante e marcante da história.
Um dos exemplos sobre a importância e necessidade da escrita pode ver no filme “Narradores de Javé” dirigido por Eliane Caffé, que mostra os moradores de Javé sendo ameaçados por extinção, pois as pessoas que ali habitam não tem nada por escrito que comprovem sua existência, principalmente o registro de terras, porque lá, para eles tudo se acredita através da oralidade.
Hoje, diante de novas tecnologias de comunicação fica difícil sobreviver em um mundo isolado como o de Javé, pois sabemos que a evolução do conhecimento e a modernização tecnológica através da globalização trouxeram ganhos importantes, em nossas vidas, e nem é possível atribuir culpa à coisas tidas como inevitáveis, até porque elas somam ao invés de diminuir (letramento) etc.
Conscientizarmo-nos da existência desses acontecimentos e entendê-los é o primeiro passo para buscarmos a reversão da situação apresentada.
Por esse motivo entrevistei duas pessoas que moram na cidade de São Paulo, sobre a importância da escrita para sua vida.
Primeiro foi a Maria da Silva Souza, que tem trinta e nove anos. Ela morava na cidade de Conquista no estado da Bahia e está morando em São Paulo há treze anos.
Estudou somente o primeiro ano, á dezessete anos atrás, no qual não foi suficiente para se quer decifrar uma palavra (não praticava o que tinha aprendido e esqueceu tudo, até as vogais).
Comunica-se através de telefone, mesmo assim sempre precisa de alguém para ajuda – lá e antigamente se comunicava por cartas e também precisava de ajuda tanto para o envio quanto para escrevê-las, ela questionou que: “quando preciso dessa ajuda as pessoas ficam sabendo sobre minha vida”, na qual ela não gosta, pois não são só as cartas, mas também receitas médicas e participação de capacitação do seu trabalho (dinâmica escrita) etc.
Maria sempre sente a falta da escrita, mas a ocupação do tempo em sua vida não a possibilita estudar, porque sempre precisou ajudar a família desde pequena e hoje tem filhos, lar para cuidar e a distância do seu trabalho toma muito tempo para ir e chegar a sua casa.
Observa-se que ela é uma pessoa que identifica símbolos, apresenta dificuldades de dialetos, mantém seu sotaque regional e todas as vezes que precisa da escrita necessita de ajuda. Sabe escrever seu nome, porém decorado, pois isoladamente não consegue identificar uma letra se quer (próprio nome).
O segundo entrevistado é o senhor Rodrigues Alves de Limeira (todos o chama de Rodrigo), morava na cidade de Alagoas no estado de Maceió, ele tem quarenta anos, sempre foi trabalhador de roça e atualmente e auxiliar de serviços gerais.
Também se comunica por telefone, antes era através de cartas e precisava da ajuda dos familiares, até hoje quando precisa ler uma correspondência, ou enviar, ele pede ajuda.
Segundo Rodrigues “a escrita faz falta agora, mas antes não fazia, principalmente para arrumar trabalho, porque tudo exige estudo, até para ser gari”.
Tem vontade de estudar, mas o tempo não ajuda. Identifica números, aprendeu a escrever seu nome (decorado) e de forma isolada não consegue identificar uma letra ou sílaba do próprio nome.
Portanto a escrita, a leitura como a educação em geral (saber escrever ou ler revista, jornal, folhetim, literatura, tevê, internet, telefone ou carta) é exercício da democracia, temos que estar cientes não só de novos deveres, mas também de nossos direitos (filme: “Narradores de Javé”), para assim podermos fazer parte da vida política e social do país em que vivemos.

PS: O senhor Rodrigues antes de aprender a escrever seu nome (decorado), ele só usava as digitais do dedão para identificá-lo, porém em um dos momentos da sua entrevista ele disse “mas pra que falar do uso do dedão”, ou seja, demonstrou que não gostava dessa necessidade.